1. SEES 10.10.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UM GRANDE AVANO
3. ENTREVISTA  HAROLD G. KOENING  UM PODER INVISVEL DA F
4. LYA LUFT  EROTISMO FEMININO, MAIS UMA RECEITA?
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  COQUELUCHE NO RADAR DOS PEDIATRAS

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

CINQUENTA ANOS DE 007
O agente secreto mais popular da fico acaba de completar meio sculo. Criado em 1953 pelo escritor britnico Ian Fleming, James Bond chegou ao cinema em 5 de outubro de 1962, em 007 contra o Satnico Dr. No. Desde ento, o charmoso espio ingls j foi tema de 22 filmes  cada um refletindo os costumes, o contexto histrico e a tecnologia da poca em que foi rodado. No  fcil ser Bond: apenas seis atores tiveram o privilgio, entre eles Sean Connery e Roger Moore, que se tornaram famosos graas  franquia. Atualmente, o agente 007  vivido por Daniel Craig, que j filmou trs longas  o mais recente, Operao Skyfall, estreia no prximo dia 26  e fechou contrato para outros dois. O site de VEJA relembra os melhores momentos do personagem, as inesquecveis Bond girls, os gadgets que o salvaram de situaes perigosas e as trilhas sonoras mais marcantes.

COMETA ISON
Neste exato momento, entre a rbita de Saturno e a de Jpiter, um grande cometa segue a toda a velocidade em direo ao Sol. Se ele no se despedaar nesse trajeto, poder ser visto passando pela Terra no fim de 2013. O brilho do ISON, como foi batizado, ser o mais intenso j produzido por um cometa em toda a histria, superando at o brilho da lua cheia. O site de VEJA preparou um guia para quem deseja conhecer e acompanhar o percurso do ISON.

PERGUNTE AO MDICO
O clculo renal  um problema que atinge 8% das mulheres e 15% dos homens em algum momento da vida. Em vdeo, o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Aguinaldo Csar Nardi, tira dvidas sobre a doena, desfaz mitos, como o de que o consumo de cerveja ajuda a eliminar as pedras do rgo, e fala sobre os melhores tratamentos disponveis atualmente  o laser nem sempre  o mais indicado.

ELEIES 2012
Acompanhe no site de VEJA a cobertura completa do domingo de votao. As principais notcias desde o incio da manh at o fim da apurao. Programas de vdeo ao vivo com os comentrios dos colunistas de VEJA.com sobre a disputa eleitoral em todo o pas. www.veja.com.br 

RETA FINAL PARA O ENEM
Faltando menos de um ms para o Enem 2012, ainda  possvel ampliar conhecimentos e aprimorar habilidades. VEJA.com ouviu professores de quatro cursinhos preparatrios e compilou suas principais orientaes, como dividir o tempo de estudo entre disciplinas, deixar de lado contedos muito fceis ou muito difceis e escrever duas redaes por semana. Simular a prova tambm  fundamental: inscreva-se no Simulado VEJA/Anglo do Enem, no endereo www.veja.abril.com.br/simulado.


2. CARTA AO LEITOR  UM GRANDE AVANO
     As instituies so o elemento comum a todas as explicaes sobre por que algumas naes prosperaram e outras ficaram para trs na marcha da histria humana. Quando uma nao conseguiu construir instituies respeitadas, funcionais e independentes dos humores dos soberanos e, mais tarde, dos governos, ela avanou na conquista de um elevado nvel de vida material e moral para seus cidados. Na ausncia do aparato institucional saudvel e atuante, no existem riqueza, posio geogrfica favorvel, clima propcio ou capacidade militar capazes de assegurar a uma nao a possibilidade de progredir em um cenrio sustentvel de estabilidade poltica e econmica.
     Nesse campo, o Brasil e os brasileiros esto desfrutando um momento particularmente feliz. A demonstrao mais cabal disso  o julgamento dos rus do mensalo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esto conduzindo, da maneira mais transparente possvel, diante dos olhos de milhes de telespectadores nas transmisses ao vivo pela televiso. Uma reportagem da presente edio de VEJA exalta a maturidade institucional do Brasil refletida no julgamento de alguns dos mais altos dirigentes do partido no poder, sem que isso esteja produzindo uma crise poltica desestabilizadora. Mais significativo  o fato de que as condenaes esto sendo lavradas por uma corte em que sete dos dez ministros foram indicados pela presidente DILma Rousseff ou por Lula, seu antecessor, ambos do mesmo partido dos rus mais grados.
     A independncia dos poderes est em sua plenitude no Brasil. A gritaria dos correligionrios dos rus  compreensvel em um arcabouo de respeito  liberdade de expresso. Esquecendo. por enquanto, as tentativas legtimas e as no republicanas de influir nas decises dos ministros do STF feitas por Lula, o julgamento do mensalo j ter assegurado seu lugar na histria do Brasil como um dos grandes momentos de inflexo positiva.
     Claro que  discutvel se os ganhos jurdicos e institucionais obtidos no processo em curso no STF sero duradouros  ou seja, se as condenaes e a jurisprudncia que as tornou possveis vo inibir a ao de corruptos em todas as esferas administrativas do estado brasileiro. Mas, para um pas que se fez independente de Portugal em 1822 mantendo o regime sob um rei portugus e que se proclamou repblica por um golpe militar quando no tinha sequer cidados, o Brasil j deu provas a si mesmo e ao mundo de ser capaz de fazer enormes avanos institucionais mesmo diante da incredulidade de muitos.


3. ENTREVISTA  HAROLD G. KOENING  UM PODER INVISVEL DA F
O psiquiatra americano afirma que as pesquisas so claras ao relacionar as diversas formas de religiosidade com a preveno de doenas cardiovasculares e da hipertenso.
FERNANDA ALLEGRETTI

O psiquiatra Harold Koenig, professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte, h 28 anos se dedica a estudos que relacionam religio com sade. Tem quarenta livros publicados e mais de 300 artigos sobre o tema. Sua tese  que a f religiosa ajuda as pessoas em diversos aspectos da vida cotidiana, reduzindo o stress, fazendo-as adquirir hbitos saudveis e dando-lhes conforto nos momentos difceis, entre outros benefcios. Koenig, de 60 anos, nasceu em uma famlia catlica, mas hoje, por influncia da mulher, frequenta a igreja protestante. Ele esteve recentemente no Brasil para dar uma palestra em Porto Alegre e lanar a edio brasileira de seu livro Medicina, Religio e Sade  O Encontro da Cincia e da Espiritualidade.

Como o senhor chegou  concluso de que a religiosidade aumenta a sobrevida das pessoas em at 29%? 
H uma relao significativa entre frequncia da prtica religiosa e longevidade. Acredito que o impacto na sobrevida seja at maior, algo em torno de 35%. Trs fatores influenciam a sade de quem pratica uma religio. O primeiro so as crenas e o significado que essas crenas atribuem  vida. Elas orientam as decises dirias e at as facilitam, o que contribui para reduzir o stress. O segundo fator est relacionado ao apoio social. As pessoas devotadas convivem em comunidades com indivduos que acreditam nas mesmas coisas e oferecem suporte emocional e, s vezes, at financeiro. O terceiro fator  o impacto que a religio tem na adoo de hbitos saudveis. Tanto os mandamentos religiosos quanto a vida em comunidade estimulam a boa sade. Os religiosos tendem a ingerir menos lcool, porque circulam em um meio onde ele  mais escasso e com pessoas que bebem menos. Eles tambm tm inclinao a no fumar.   menos provvel que adotem um comportamento sexual de risco, tendo mltiplos parceiros ou parceiros fora do casamento. Tudo isso influencia a sade e faz com que vivam mais e sejam mais saudveis.

Tambm se beneficiam da f os adeptos de religies que probem cuidados mdicos, como  o caso das testemunhas de Jeov com a transfuso de sangue? 
A maioria dos estudos comprova que os benefcios de ser adepto de uma religio so maiores que os malefcios. No caso das testemunhas de Jeov, h pesquisas que mostram que a longevidade deles no  diferente da dos catlicos ou dos protestantes. Outro ponto importante  que no h tantas testemunhas de Jeov no mundo. Os grupos religiosos que se opem a cuidados mdicos so muito pequenos em comparao  grande maioria que se beneficia de suas crenas religiosas.

Quem se torna religioso tardiamente tambm se beneficia? 
Quem se torna religioso numa idade mais madura tambm se beneficia, especialmente dos aspectos psicolgicos e sociais. A vida passa a ter mais sentido, a pessoa ganha apoio da comunidade, esperana e interlocutores afinados com o seu jeito de ver o mundo. A consequncia  a melhora da qualidade de vida. A sade fsica, no entanto, no ser to influenciada porque no d para apagar os anos de maus hbitos e os estragos feitos pelo excesso de stress.

Ter f no  o mesmo que seguir uma religio. Do ponto de vista dos benefcios, isso tambm faz diferena? 
No adianta s dizer que  espiritualizado e no fazer nada.  preciso ser comprometido com a religio para gozar seus benefcios.  preciso acordar cedo para ir aos cultos, fazer parte de uma comunidade, expressar sua f em casa, por meio de oraes ou do estudo das escrituras. As crenas religiosas precisam influenciar sua vida para que elas influenciem tambm sua sade.

Como as diferentes religies se comparam nesse efeito positivo sobre a sade e a longevidade que o senhor detectou? 
No h estudos confiveis comparando as religies. At porque as mesmas religies se desenvolvem em ambientes completamente diferentes e so influenciadas por esses ambientes. Um credo cujos benefcios so bvios no Brasil pode no ter o mesmo efeito positivo sobre as pessoas nos pases rabes.

Algumas enfermidades respondem melhor  prtica religiosa do que outras? 
As doenas relacionadas ao stress, como as disfunes cardiovasculares e a hipertenso, parecem ser mais reativas a uma disposio mental de cunho religioso. O stress influencia as funes fisiolgicas de maneira j muito conhecida e tem impacto em trs sistemas ligados  defesa do organismo: o imunolgico, o endcrino e o cardiovascular. Se esses sistemas no funcionam bem, ficamos doentes. A religiosidade pe o paciente em outro patamar de tratamento. Pacientes infartados que so religiosos, por exemplo, tm menos complicaes aps a cirurgia, ficam menos tempo internados e, claro, pagam contas hospitalares mais baixas.

O senhor diz que quem v Deus como uma entidade distante e punitiva tem menos benefcios para a sade do que quem o v como um ser compreensivo e que perdoa. Por qu? 
A religio pode virar uma fonte de stress se aumentar o sentimento de culpa ou gerar um mal-estar na pessoa por ela no conseguir cumprir com o que a doutrina considera que so suas obrigaes religiosas. No existem pesquisas que constatem isso, mas certamente um Deus punitivo, que vigia e condena seus erros, vai elevar esse stress. Por isso, acho que faz bastante diferena acreditar em um Deus amoroso e misericordioso.

Existem estudos que ligam a religiosidade profunda  ausncia da depresso psicolgica. O senhor tambm registrou esse efeito? 
Os pacientes que lidam melhor com suas doenas, perdas e incapacidades ficam menos depressivos. Os religiosos suportam melhor suas limitaes porque a religio d significado a essas circunstncias difceis. O sofrimento adquire um propsito. O indivduo no sofre sem razo nem se sente sozinho. As religies tm inmeros exemplos de sofrimento: Jesus torturado e crucificado; J, que perdeu bens, famlia, sade; Maom, que passou por momentos difceis na infncia. Todos sofreram, e a f os fez seguir adiante. Um estudo recente da Universidade Colmbia demonstrou que, quando so religiosos, filhos de pai ou me depressivos tm menor risco de desenvolver depresso. Provar que pessoas com fatores genticos de risco podem ser protegidas pela religio  sensacional.

Muitos pacientes terminais desenvolvem a espiritualidade mesmo sem ter f durante a vida. O que sua experincia revela sobre essas pessoas? 
O que podemos afirmar com segurana  que pacientes religiosos toleram melhor o processo da morte. Eles acreditam que no  o fim e, por isso, no ficam to ansiosos. Sabem que vo para um lugar melhor, no qual no sentiro mais dor ou mal-estar. Isso afeta a qualidade de vida da pessoa no perodo terminal e melhora a relao dela com a famlia.

Qual sua opinio sobre as chamadas cirurgias espirituais? 
Os charlates tendem a se aproveitar de pessoas doentes e desesperadas. Os pacientes que frequentam esses centros, em geral, no recebem benefcio algum e se sentem desapontados. Alguns chegam a se revoltar contra a religio. O sofrimento acaba sendo maior porque, a partir do momento em que a pessoa perde a confiana na sua f, perde tambm a habilidade de se adaptar  sua condio.

Um estudo da Santa Casa de Porto Alegre mostra que 70% dos pacientes gostariam que o mdico falasse sobre religio com eles, mas apenas 15% dos mdicos o fazem. Por que isso acontece?
Os mdicos no recebem treinamento apropriado sobre como fazer a abordagem religiosa. Eles no sabem trazer o assunto  tona, nem como responder a perguntas do paciente sobre religio. Nos Estados Unidos e tambm no Brasil ainda so poucas as faculdades de medicina que tratam do tema. A medicina  considerada uma cincia e, historicamente, h uma grande diviso entre religio e cincia. A religio  muito mais vaga e nebulosa do que a medicina e, por isso, continua no levando muito crdito. Mdicos tendem a ser menos religiosos do que a populao em geral, ento eles no conhecem muito bem o potencial da religio.

Como o mdico deve falar de religio com o paciente? 
 mais simples do que parece. S de perguntar ao paciente quanto a religio  importante na vida dele, o mdico est abrindo caminho para atender s suas necessidades espirituais. O paciente deve sentir-se confortvel falando sobre esse assunto com seu mdico. O mdico pode, naquele momento mais especial, tentar saber das decises que um paciente terminal espera dele em situaes-limite. Pode descobrir se o paciente terminal quer ser ressuscitado em caso de parada cardaca, se deseja receber tratamento extenuante prolongado ou se prefere no estender o sofrimento. Ajuda muito o mdico puxar assunto com o paciente sobre o que ele pensa da existncia dos milagres ou se quer receber oraes. O paciente tem de estar seguro de que o mdico no vai ignorar ou fazer pouco-caso de suas carncias espirituais.

Como deve ser a abordagem com um ateu? 
Eu no incentivaria nenhum mdico a tentar converter um ateu. Simplesmente porque essa abordagem no funciona. O mdico deve apenas conversar com o paciente e tentar compreender as causas que o levaram a ser ateu. Mdicos no so pastores ou padres. Nosso trabalho no  catequizar ningum,  tentar entender o paciente e como sua crena religiosa ou a falta dela influencia sua recuperao e as decises que vo ter consequncias em seu tratamento.

O que o senhor pensa sobre os ateus e os agnsticos? 
Acho que eles esto mais adiante no caminho religioso do que muita gente que nunca questionou sua religiosidade. Algumas pessoas so religiosas simplesmente porque os pais so e nunca pararam para pensar sobre isso. Para decidir ser ateu ou agnstico, o indivduo tem de questionar a si mesmo e a religio. Refletir sobre isso  um progresso. Mas sugiro a essas pessoas que mantenham sempre a mente aberta. Apenas uma frao do mundo pode ser explicada pela cincia. H muitas coisas que no so claras na vida para afirmar categoricamente que Deus no existe. Noventa por cento da populao mundial acredita em Deus e, se voc faz parte dos 10% que no creem ou no tm certeza, ao menos mantenha a mente aberta.

O senhor  a favor da eutansia? 
Entendo a situao de pacientes que sofrem muito e querem terminar a vida, mas me preocupa o fato de a eutansia baratear muito o atendimento na sade pblica, pois, se o paciente morrer, no  mais necessrio o tratamento. Se abrirmos essa porta, teremos de conviver com possveis injustias e erros de eutansias indicadas equivocadamente. Existem tambm questes relacionadas s expectativas. Imagine um idoso que se v consumindo boa parte do dinheiro dos familiares mais jovens. A legalizao da eutansia abre a possibilidade de o idoso decidir morrer para evitar essa despesa. Precisamos tambm pensar nas crianas com deficincias graves. Em uma sociedade pr-eutansia, os pais podem optar por deixar a criana morrer por acharem os tratamentos longos e sofridos. Se tolerarmos a eutansia, essas possibilidades podem concretizar-se. Em uma sociedade que est ficando cada vez mais secular, uma vez aberta essa porta. ser difcil evitar que ela seja escancarada. 


4. LYA LUFT  EROTISMO FEMININO, MAIS UMA RECEITA?
     Parece que quanto mais insatisfeitos estamos em nossa intimidade, mais bradamos aos quatro ventos sobre sexualidade, erotismo e coisas semelhantes. Mais receitas aparecem, mais obrigaes: nisso como em tantas coisas somos escravos do ter de. A gente tem de ser rico, ser famoso, ter os melhores cartes de crdito, comprar muito, viajar muito, conhecer os resorts, ser bonito, jovem, magro, atltico, conhecer comidas sofisticadas mas estar de dieta, apreciar bons vinhos mas beber s gua (sem gs!), ser saudvel mas entupir-se de remdios, enfim: viver est mais complicado. Agora, temos de ser heris da sexualidade. Jovens, maduros, homens e mulheres, todos caem na onda do erotismo forado, artificial, receitado, acrobtico, difcil e angustiado. Longe do que  natural, se  que temos ainda em ns a escuta e o sentimento do natural, embora sejamos, muitos de ns, naturebas.
     O tema erotismo feminino anda cansativo, exagerado, s vezes beirando o ridculo. Mulheres se permitem ou precisam de permisso do feroz e brutalho patro masculino, para viver uma sexualidade boa  dependendo do que isso signifique para cada pessoa? No acredito que na antiga Grcia as nada consideradas mulheres sofressem por cumprir seu dever de concubinas, ou que na era vitoriana todas tivessem apenas de suportar o parceiro na cama. Os costumes eram outros, sim, bem como preceitos e preconceitos, mas o ser humano foi sempre o mesmo, com a mesma capacidade de amar, de sofrer, de sonhar, de ter prazeres, quem sabe mais intensos por serem ocultos.
     J escrevi que at na Idade Mdia mulheres, embora raras, davam aulas de teologia ou arte nas grandes universidades, mulheres comandavam seu feudo, quando o marido estava nas cruzadas, mulheres chegaram a fundar, na mesma poca, ligas de artess para administrar seu trabalho. No acredito que no comeo do sculo passado as mulheres que no trabalhavam fora nem ganhavam seu dinheiro no tivessem nenhuma voz dentro de casa. A no ser que por temperamento e medo fossem gueixas submissas de um senhor boal, frequentemente eram as conselheiras dele, e muitos negcios entre donos de vastas terras ou de pequenas colnias s eram fechados depois de se ouvir a voz da mulher.
     Lgico que as coisas mudaram muito, e em grande parte para melhor: no nos casamos mais por imposio paterna, no ficamos mais reclusas em casa, no precisamos ficar de lado com as outras mulheres quando h festa e os homens tm suas conversas ditas interessantes no salo no outro lado. No precisamos mais ter todos os filhos que a natureza determinar nem ter uma vida plena s com aliana no dedo. Podemos (em geral precisamos) trabalhar, ter cargos de mando, viajar sozinhas, enfim, podemos ter alguma liberdade  toda a liberdade ningum tem. Mas, talvez como quem come mel pela primeira vez se lambuza, andamos desatinadas com o tal erotismo, como se fosse novidade: nunca antes sentimos nada, ramos bonecas de pano? Somos melhores homens e mulheres, mais felizes, mais amorosos, mais unidos, estamos construindo algo melhor juntos sob o imprio de tais deveres? Ou a obrigao de ter de fazer isso e aquilo nos inibe e nos aflige? O que no  espontneo, amoroso, sutil, um pouco secreto, particular de cada casal, no h de trazer grandes alegrias. Sair correndo a comprar objetos erticos nos torna mais plenas? Comparando com outras mulheres os novos fetiches, ou brandindo na cara do parceiro tais novidades ou textos, muitas dizem agora sim, ele vai aprender o que e como fazer para me agradar, as escravas se tornaram capatazes, como tantas vezes na histria? E, quando as novidades incluem sadomasoquismo, possivelmente nem sempre temos o ertico, mas o perigoso. Do jeito que andamos, em breve os homens tambm vo requisitar exticas e foradas (ou irregulares) mudanas na lngua portuguesa, e teremos frases como O motoristo do pediatro de minhas filhas agora  estudanto de educao fsica.


5. LEITOR
FORA DE VONTADE
A reportagem O jogo da fora de vontade (3 de outubro) sepulta algumas teorias mgicas sobre a perda de peso. O texto da jornalista Natalia Cuminale trata a questo de forma ponderada. A boa notcia  que, apesar das diferenas e limitaes dos indivduos,  possvel alcanar a realizao pessoal e profissional por meio de processos sistemticos e com a ajuda de profissionais ticos e experientes.
GUSTAVO BERNARD
Coach
Braslia, DF

 preciso deciso, definio de metas, persistncia. S depois viro os benefcios: a sensao de fora e o prazer da conquista.
ELISABETE MARQUES
Coach
Porto Alegre, RS

O processo de mudana comportamental passa por quatro estgios: 1) pr-contemplao  ainda no h inteno de mudana nem mesmo um conflito interno sobre mudar ou no; 2) contemplao  j h conscincia e avaliao sobre a possibilidade de mudana, mas h o conflito interno sobre mudar ou no; 3) ao  j h deciso de mudar, j foi escolhida uma estratgia sobre o que fazer e  tomada a atitude; 4) manuteno   mantida a deciso pela mudana, que vai sendo consolidada com o passar do tempo.
JAIR R. GARCIA JUNIOR
Professor de fisiologia, bioqumica e nutrio da Unoeste
Presidente Prudente, SP

A motivao vem com o desejo.
BENEDITO BORGES
Mdico
Por e-mail

Com milhes de telespectadores incentivando, Ronaldo vai tirar de letra os obstculos nessa longa caminhada que a vida saudvel exige. Fora da, Ronaldo, que ns torcemos e imitamos daqui.
DAISY BELING VICTORINO HOLZ
Itaja, SC

Acho at legal destacar a fora de vontade, mas no  s isso. Eu no sou gordo, mas tenho uma barriga que me incomoda desde que parei de fumar, em outubro de 1998. J teve 108 centmetros, e agora est com 102 graas  minha fora de vontade. Mas no tenho dinheiro para pagar nutricionista, academia de boa qualidade nem personal trainer, como no quadro Medida Certa, do Fantstico. Com esses profissionais, perderia minha barriga e ficaria elegante permanentemente aps trs meses de atividades programadas.
ALBANO DOS SANTOS TEIXEIRA
Rio de Janeiro, RJ

Essa barriga do Ronaldo  uma conquista, representa prosperidade, abundncia, felicidade de quem j conquistou tudo. Ela merece uma boa manuteno e ser conservada para sempre.
ARCANGELO SFORCIN FILHO
So Paulo, SP

Depois de mostrar seu talento no futebol, Ronaldo nos incentiva com sua fora de vontade para emagrecer. Um exemplo para quem est com nmeros desagradveis na balana.
EUGNIO LVARES MACEDO
Abaet, MG

O fenmeno Ronaldo chegou a apontar o dedo mdio para a torcida corintiana quando foi cobrado por andar em campo, alm de ostentar quadris moldados a cerveja... Essas no so atitudes de um dolo, muito menos um modelo a ser seguido. Aqui cabe George Carlin: Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
RODOLFO JESUS FUCIJI
So Paulo, SP

Ronaldo tem dinheiro suficiente para manter uma alimentao balanceada com produtos de qualidade, o que o levaria a ter um corpo saudvel. Quero ver propor esse desafio a trabalhadores que ganham mseros salrios e tm de se contentar com um sanduche na lanchonete da esquina.
MARIA GORETI KLEIS TOMIO
Itaja, SC

JULGAMENTO DO MENSALO
O Supremo Tribunal Federal expe ao povo a indecncia e a imoralidade dos crimes cometidos contra a Repblica pelos principais rus do mensalo (A hora da verdade, 3 de outubro). Se estivssemos no sculo XIX, certamente os rus condenados iriam  guilhotina ou  forca, em praa pblica, com direito a banda de msica e morte ao som de rufos de caixa-clara.
MRIO NEGRO BORGONOVI
Rio de Janeiro, RJ

Sempre depois do relator Joaquim Barbosa, o revisor Ricardo Lewandowski usa o artifcio da digresso em seu parecer, aproveitando-se habilmente da j extensa  e cansativa  explanao do ministro relator. Em contrapartida, sem se dar por vencido, o ministro Joaquim Barbosa pede vnia para retirar o vu dos olhos votantes, acentuando, ponto a ponto, o que ficou esquecido pela concepo do eminente revisor. Em outras palavras, enquanto um tenta vestir a pele de cordeiro, o outro a puxa com toda a fora.
RICARDO C. SIQUETRA
Niteri, RJ

O ministro Ricardo Lewandowski deveria saber que um juiz tem de se comportar como um ator de novela em cena: ao beijar a atriz, por mais bela e desejvel que ela seja, no pode se excitar.
LUIZ MIGUEL BERBERI
Balnerio Cambori, SC

O STF confirmou que houve compra de apoio no Congresso. Nossa frustrao  eleger esses polticos que j ganham muito para trabalhar pouco e ainda torram o dinheiro dos nossos impostos com falcatruas. Se algum devolve dinheiro ilcito, isso no o exime da culpa. Somente com o fim da famigerada votao secreta no Congresso saberemos quem vota contra os interesses da populao.
CLUDIO DE MELO SILVA
Olinda, PE

Lula pensou que, por ter fornecido a toga a alguns dos excelentssimos ministros do STF, o mensalo seria considerado apenas um esquema visando ao aporte de recursos ao caixa dois dos partidos, inclusive do PT. No entanto, para o regozijo da Justia, o mensalo foi considerado pela magna corte um instrumento controlado pelo governo Lula para, mediante corrupo ativa, comprar os deputados sem moral que se locupletaram no exerccio de seu mandato, mediante o exerccio de corrupo passiva. Parabns aos ministros que votaram pela condenao.  grande a expectativa pela concluso do julgamento de Delbio Soares, Jos Dirceu e Jos Genoino. O Brasil espera que o STF no se curve a influncias esprias e condene os tubares do mensalo.
ROBERTO TWIASCHOR
So Paulo, SP

Para o bem geral da nao, espero ver essa turma dentro da penitenciria, pagando o mensalo  em cigarros.
MARCIO YAZBEK 
Xangri-L, RS

O.k, esto condenando os ladres. E o Ali Bab?
SERGIO RAUL PEREIRA
Balnerio Piarras, SC

O atual momento no podia ser melhor para o eleitor fazer uma boa reflexo na hora de votar. Eliminemos os candidatos sem escrpulos.
TULLER BARROSA DAS NEVES
Goinia, GO

MALSON DA NBREGA
Muito oportuno o artigo Outro lado do mensalo (3 de outubro), do economista Malson da Nbrega, que destaca, a partir do julgamento do mensalo, a importncia da independncia do Poder Judicirio para uma sociedade mais justa, desenvolvida e democrtica.  preciso dizer, no entanto, que o pressuposto desse julgamento  a acusao desenvolvida pelo Ministrio Pblico, na pessoa do procurador-geral da Repblica, Roberto Gurgel. Se o Ministrio Pblico no tivesse assegurada na Constituio Federal a mesma independncia de que goza o Poder Judicirio, provavelmente o caso do mensalo, assim como inmeros outros casos semelhantes pas afora, ficaria sem julgamento. E foi tambm a partir da Constituio de 1988 que o Ministrio Pblico passou a ser instituio autnoma, independente e encarregada da defesa da ordem jurdica e do regime democrtico. Cada vez que o Ministrio Pblico enfrenta a corrupo, de toda ordem, est a defender o regime democrtico e a ordem jurdica. Tramitam hoje no Congresso Nacional diversos projetos que buscam, ao fim e ao cabo, enfraquecer a instituio, dos quais o mais em evidncia  a Proposta de Emenda Constitucional 37, conhecida como PEC da Impunidade, que pretende tirar do Ministrio Pblico o poder de investigao criminal. A sociedade precisa estar alerta e vigilante em relao a essas iniciativas, para que a ordem jurdica e o regime democrtico no sofram as consequncias do enfraquecimento das instituies.
EDUARDO DE LIMA VEIGA
Procurador-geral de Justia do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

Excelente o artigo de Malson da Nbrega. Sem dvida, no existe pas prspero no qual a autonomia das instituies  desprezada e a tirania se sobrepe aos alicerces do estado de direito: liberdades individuais, respeito aos contratos e direito de propriedade.
MARCELO DE MORAIS RIBEIRO
Rio de Janeiro, RJ

Nosso Supremo Tribunal Federal demonstrou de forma inequvoca sua maioridade institucional com o julgamento do mensalo. Agora sim tenho orgulho de cham-lo de Suprema Corte brasileira.
JOS SALOMO NEME
Belo Horizonte, MG

As decises do STF fazem valer o conceito de justia adotado desde o princpio da democracia e confirmam o provrbio popular de que a justia tarda, mas no falha.
ANDREI SANTANA FAGUNDES
Andradina, SP

Apesar de as investigaes serem lentas, temos esperana de que o Poder Judicirio sempre julgue as pessoas de maneira igual, independentemente da classe social.
OTVIO PIRANI
Castilho, SP

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Deveria ser obrigatria a expedio de um certificado de qualidade para todos os servios pagos com dinheiro pblico. Na maioria das cidades brasileiras, entre elas Uberaba, inauguram-se praas e no se faz a devida manuteno: caladas recm-construdas quebram logo que o pedestre pisa nelas... So detalhes que fazem a diferena em uma administrao. Os gerentes deveriam ser cobrados pela qualidade dos servios que administram. No s de grandes obras  feita uma gesto (Os males do Brasil, 3 de outubro).
MARIA DE LOURDES CORRA MORAES
Uberaba, MG

Que vergonha ser to real o que Roberto Pompeu de Toledo retrata em seu artigo sobre os males do Brasil. Na minha maltratada cidade, os buracos nas ruas, os passeios intransitveis e o lixo no recolhido se engalfinham pela liderana no pdio de mazelas. E a prefeitura? Fingindo-se de morta e brincando de invisibilidade.
MARCO TLIO E MAGALHES
Sete Lagoas, MG

O relato de Roberto Pompeu de Toledo reflete realmente o que acontece em minha cidade (Itapira) e deve se estender  grande maioria dos municpios brasileiros. Os novos prefeitos e vereadores devem ler esse artigo e gravar bem a sugesto do articulista.
FRANCISCO DE ASSIS GALLI
Itapira, SP

Se a minha rua, aps ser perfurada pela companhia de fornecimento de gua da cidade, no viu conserto, tampouco fiscalizao da prefeitura, o que dizer dos estdios aps a Copa de 2014 e dos centros esportivos criados para a Olimpada de 2016? Que desperdcio de dinheiro pblico.
GUSTAVO ALMEIDA DE ALMEIDA
Belm, PA

TEMOR DE LULA
Seria bom que o ex-presidente Lula soubesse que muito mais relevante que o autor do ltimo captulo da biografia de quem quer que seja  o que nele estiver contido. Aos que nada devem ou nada temem, ter o ltimo captulo de sua biografia escrito por pessoas como Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso ou outros da mesma estirpe seria uma grande homenagem. Vale lembrar que os ltimos captulos da vida de Benito Mussolini, Idi Amin Dada, Adolf Hitler e outros no foram escritos por ministros da Suprema Corte de seus pases, mas, sim, pela humanidade (O temor do fracasso, Holofote, 3 de Outubro).
LUIZA GARRETANO
Cuiab, MT

Lula tem toda a razo de temer o seu passado, por tudo o que fez desde os tempos de lder sindical. Seria at bom que os mensaleiros contratassem o juiz espanhol Baltasar Garzn (citado na seo Holofote da mesma edio 2289, em Chama o Garzn), pois tudo o que fizeram com o dinheiro pblico no mensalo atinge diretamente os direitos de milhes de brasileiros, que, em vez de receber educao, sade, segurana e infraestrutura, viram o dinheiro pblico ser usado para coisas que ferem os direitos humanos e a cidadania.
FERNANDO BIHARI
Toronto, Ontrio, Canad

PROTECIONISMO BRASILEIRO
Ao ler as notcias sobre a Argentina de Cristina Kirchner e, depois, a reportagem Faam o que eu digo, mas... (3 de outubro), sobre o recente discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, vem-me  lembrana o efeito Orloff  que nasceu com a propaganda da vodca Orloff, sucesso no passado com a frase Eu sou voc amanh. O escancarado protecionismo do atual governo, a tributao abusiva dos gastos com carto de crdito no exterior, as exigncias de ndices de nacionalizao, tudo caminha no mesmo sentido da Nova Evita. Mais discreto,  verdade, mas no menos determinado.  triste ver a Argentina caminhando para o abismo, e o Brasil seguindo seus passos...  o efeito Orloff posto em prtica pelo PT.
EDUARDO SPINOLA E CASTRO
So Paulo, SP

ARGENTINA
Admiro o comportamento do bravo povo argentino, que, mesmo sob presso, se mobiliza em protestos contra o governo de Cristina Kirchner (Ilhados e mal pagos, 3 de outubro). Enquanto isso, ns, ainda sofrendo com juros estratosfricos e IOF de carto de crdito no Brasil, no fazemos nem panelaos, caarolaos...
CARLOS FERNANDO PAIM
Fortaleza, CE

CRDITO
A facilidade de crdito est prejudicando algumas empresas, pois provoca alta rotatividade. Empregados endividados e sem condies de pagar as prestaes pedem para ser dispensados a fim de receber seu dinheiro e pr a vida em dia. Passam a receber o seguro-desemprego e partem para a informalidade. Alm de as empresas terem um alto custo com as demisses, novas contrataes ficam mais difceis (Vem pra Caixa voc tambm?, 3 de outubro).
LAERT SPAGNO GARCIA
Pouso Alegre, MG

PRISO DO DIRETOR DO GOOGLE 
A ordem de priso  tpica da mentalidade megalomanaca e provinciana comum  maioria de nossos juzes de comarca (Teje preso, 3 de outubro).
LEONILDO LIBRIO ALVES DA SLLVA
Campo Grande, MS

Determinada por um juiz, a eliminao de abuso no  escolha,  coercitiva. A discordncia tem sempre o caminho do recurso.
DANILO MANSANO BARIONI
So Caetano do Sul, SP

ELEIES 2012
Tenho muito orgulho de minha origem colombiana, tanto que sou cnsul da Colmbia em quatro estados brasileiros. Mas  importante esclarecer que sou brasileiro naturalizado h mais de trinta anos, e no um estrangeiro, como diz a reportagem  governo? Sou contra (3 de outubro). Ainda  importante ressaltar que sou um candidato ficha-limpa e nada pesa contra mim na Justia. Em relao aos processos referidos no artigo, todos esto em fase final de acordo ou julgamento e devero ser concludos em meu favor. Sobre a condenao por calnia, j h recurso impetrado contra a deciso judicial em primeira instncia.
CARLOS AMASTHA
Candidato  prefeitura de Palmas (TO)
Palmas, TO

VIAGEM DE MICHEL TEMER
A nota Nas asas da empreiteira (Holofote, 3 de outubro) informou que o PMDB nacional no prestou contas  Justia Eleitoral sobre utilizao de aeronave para viagem da direo partidria ao estado de Mato Grosso. O partido cumpre rigorosamente a legislao em vigor e prestar contas, no devido tempo, ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a doao recebida da empresa em forma de horas de voo. Em e-mail enviado na semana passada  reportagem, o partido informou que seguiria o processo normalmente e que j tinha feito o contrato de cesso de bem mvel. No existe prestao de contas em tempo real, portanto o PMDB emitir os recibos e apresentar o total da doao ao trmino do perodo eleitoral, como determina a lei.
RIBAMAR RODRIGUES
Assessoria de imprensa da presidncia do PMDB nacional
Braslia, DF

USINA DE BELO MONTE
Na nota Monte de dlares a mais (Radar, 3 de outubro) so citados os constantes acrscimos nos custos da hidreltrica de Belo Monte  de 16 bilhes de reais para 35 bilhes de reais. O valor final ainda no alcanou o seu pico. A conta  simples: o custo por megawatt (MW) para uma hidreltrica desse porte e localizao no  inferior a 2,5 milhes de dlares (a hidreltrica Santo Antnio, no Rio Madeira, em Rondnia, tem um custo de 2,4 milhes de dlares/MW). Multiplicando esse valor pela potncia instalada de 11.233 MW, temos 28 bilhes de dlares, que ao cmbio atual so 56 bilhes de reais. Qualquer nmero diferente desse que as autoridades ponham a pblico ser mera falcia.
HUMBERTO VIANA GUIMARES
Engenheiro civil e consultor Salvador, BA

BOB IGER
Muitos executivos que se acham sumidade do mercado deveriam ler a entrevista com o CEO da Disney, Robert (Bob) Iger (A tecnologia do otimismo, 3 de outubro), para saber que liderar  ter parcimnia nas decises, reconhecer que seres humanos falham, entre outras qualidades que ele parece possuir. Executivos, aprendam com esse senhor o que  liderar um grande conglomerado. Quem sabe tero o mesmo sucesso que ele.
PETUEL PREDA
So Paulo, SP

ESTRANGEIROS QUALIFICADOS
A brilhante reportagem Uma turma bem preparada (3 de outubro) mostra que nossa mo de obra comea a perder espao para trabalhadores estrangeiros qualificados no Brasil.
JOS CARLOS COUTINHO
Porto Velho, RO

FERREIRA GULLAR
Na entrevista Uma viso crtica das coisas (26 de setembro), uma frase de Ferreira Gullar  Os mortos veem o mundo pelos olhos dos vivos  impactou-me profundamente.
SONIA MARIA PIVA AMARO
So Jos do Rio Preto, SP

Correo: a foto da nota Nas asas da empreiteira (Holofote, 3 de outubro) foi feita em Mato Grosso do Sul, e no em Mato Grosso.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


2. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
AUGUSTO NUNES 
JOAQUIM BARBOSA
A reao de milhes de brasileiros demonstra que o que parecia desinteresse era descrena. Muito mais que a carncia de heris  a fartura de ladres impunes que transformou Joaquim Barbosa em dolo da imensido de indignados.
www.vwja.com/augustonunes 

DE NOVA YORK
CAIU BLINDER
IR
Um regime racional que preza sua sobrevivncia ou um culto disposto ao martrio? Existe esse debate sobre o regime islmico iraniano, e um dos focos  o que ele far para romper o impasse nuclear. www.veja.com/denovayork 

GPS
PAULA NEIVA
CARNAVAL 2013
Escolas de samba comeam a fechar com famosos. A Vila Isabel acertou com os atores Suzana Pires e Marcelo Serrado, que esto atualmente em Gabriela. www.veja.com/gpa

COLUNA
REINALDO AZEVEDO
JOS DIRCEU
O PT ganhou trs eleies presidenciais satanizando as privatizaes  que foram processos legais e legtimos. Agora, o Z acha uma baixaria que o mensalo vire tema de campanha. www.veja.com/reinaldoazevedo

CONVERSA EM REDE
FACEBOOK RENE 1 BILHO DE PESSOAS
O Facebook anunciou um feito impressionante: atingiu a marca de 1 bilho de usurios cadastrados.  a primeira vez que uma plataforma digital consegue juntar tantas pessoas. Desse total, o Brasil tem uma participao representativa: 54 milhes, a segunda maior populao da rede, atrs apenas dos Estados Unidos, com 164 milhes. O site de VEJA perguntou: Como o Facebook mudou sua vida?. Algumas respostas:
Os grupos so uma oportunidade de centralizar minhas atividades em diversas reas com apenas uma rede! (Daniel Duft)
Mudei de cidade neste ano. O Facebook no me deixa perder o contato com amigos antigos e me sentir muito sozinha. (Marisa Martins)
O Face me aproximou de parentes que eu no via fazia anos. (Rafaela Raysa)
www.veja.com/conversaemrede

NOVA TEMPORADA
BOARDWALK EMPIRE
Com a exibio de apenas trs episdios da terceira temporada, Boardwalk Empire j garantiu mais uma sequncia. A HBO ainda no informou quantos episdios foram encomendados, mas a quarta temporada est prevista para estrear em 2013. Criada por Terence Winter e produzida por Martin Scorsese, Boardwalk Empire acompanha a vida de Nucky Thompson (Steve Buscemi), lder poltico de Atlantic City que controla as atividades da mfia na regio. A srie estreou em 2010 registrando a mdia de 4,8 milhes de telespectadores e chegou a 7 milhes com as reprises. www.veja.com/temporada

CHEGADA
PULAR  UM BOM TREINO
Diversos estudos mostram que  possvel melhorar a eficincia dos msculos, e principalmente dos tendes, com saltos. Essa tcnica j  velha conhecida de jogadores de vlei e futebol, mas pode tambm ajudar corredores amadores a melhorar a performance. Antes de comear esse treino especfico de pulos, no entanto,  bom observar algumas regras:
  preciso estar praticando musculao regularmente h pelo menos um ano;
 a adaptao deve ser gradual;
 o treino deve ser realizado apenas uma ou duas vezes por semana, de preferncia sob orientao de um profissional.
www.veja.com/chegada

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  COQUELUCHE NO RADAR DOS PEDIATRAS
Infeces do sistema respiratrio so as que mais atingem as crianas e requerem ateno aos sintomas.

     H 30 anos, as doenas comuns da infncia eram o sarampo, a catapora, a rubola e a caxumba. Hoje, graas a um intenso programa de vacinao no Brasil, ao efetivo controle epidemiolgico e  maior disponibilidade de informao, algumas delas foram praticamente erradicadas e outras atingem as crianas de forma eventual.
     Com isso, houve uma mudana no cenrio das doenas infantis e, atualmente, as mais prevalentes so as infeces das vias respiratrias, com preocupao especial para a coqueluche, cujos casos tm aumentado nos ltimos
anos em todo o mundo.
     Chamada tambm de tosse comprida, a doena  causada pela bactria Bordetella pertussis, transmitida pelo contato com uma pessoa infectada ou por gotculas eliminadas por ela durante a tosse ou ao falar.  mais frequente em crianas de 0 a 2 anos e particularmente grave at os dois meses, embora possa acometer todas as idades.
     Em 2011, 1.213 pessoas foram internadas por causa da doena em todo o Pas, segundo o Datasus, banco de dados eletrnico do Ministrio da Sade.  o triplo do volume registrado em 2010. A Organizao Mundial da Sade estima a ocorrncia de 50 milhes de casos e 300 mil bitos por ano em todo o mundo. Alm disso, a coqueluche est em quinto lugar entre as causas de mortalidade infantil por doenas que podem ser prevenidas.
     Por isso, os mdicos recomendam ateno aos sintomas mais comuns da infeco, que incluem tosse duradoura (de seis a 12 semanas) e acentuada, que comea quase como um resfriado, acompanhada de mal-estar e falta de apetite. Conforme o quadro piora, a criana pode tossir a ponto de perder o flego e ficar arroxeada. O tratamento  feito com antibiticos, mas sem os devidos cuidados a coqueluche pode levar a complicaes pulmonares e neurolgicas.
     Vale ressaltar que a correta imunizao da criana  capaz de prevenir a doena. A primeira dose da vacina trplice, que protege contra a difteria, coqueluche e ttano, deve ser aplicada aos dois meses. Depois, novamente aos quatro, seis, 15 meses e aos cinco anos.  essencial garantir que todas as doses sejam tomadas.
     Contudo, a grande dvida dos pais em se tratando de infeces das vias respiratrias  quando procurar ajuda mdica. A deciso depende da gravidade do quadro e da idade da criana. At um ano, ela inspira mais cuidados e o mdico deve sempre ser consultado. Depois disso  preciso observar se ela se cansa facilmente, se no tem fome, se est respirando com dificuldade e tambm se a febre est acima dos 39 C. Com esses indcios, deve-se lev-la ao hospital. Se os sintomas forem leves, a indicao  monitorar temperatura e estado geral da criana a fim de evitar complicaes no quadro.

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